domingo, 27 de fevereiro de 2011

Shakespeare, o medo e a bolsa!

                                          Willian Shakespeare (1564-1616)

 É fato que o medo é muito importante para as nossas vidas, pois é essa emoção que não nos deixa correr riscos demasiadamente grandes que nos tornem inconsequentes ao ponto de colocarmos em risco nossas próprias vidas. Uma pesquisa feita pela Universidade de Cambridge, chamada Fear Factor (Fator Medo), buscou, através de entrevistas com pessoas  - das mais variadas culturas, países, situações financeiras e graus de escolaridade - encontrar uma escala dos maiores medos que as pessoas possuem. Excetuando os países onde havia guerra, fome ou um momento político desfavorável encontrou-se um padrão de uma “escala de medo”, em que o medo de falar em público vem encabeçando a lista, seguido do medo da morte e, logo atrás, o medo de faltar recursos financeiros para a própria sobrevivência. Ou seja, o medo de faltar dinheiro causa quase tanto abalo emocional quanto o medo da morte. Mas até que ponto o medo nos ajuda nos mercados financeiros? É sabido que para se ganhar dinheiro com investimentos é preciso correr riscos, se você não suporta correr riscos, corra para a poupança que, além da mesmice, não lhe trará nenhum retorno. Como disse Shakespeare “nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. O poeta inglês tinha o espírito da coisa!

Álvaro Santos

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